Redação - 04/04/2025 16:06 || Atualizado: 04/04/2025 16:15
Cerca de 15 postos de combustível foram fiscalizados na manhã desta sexta-feira (04) em Teresina. O objetivo foi verificar a ocorrência de irregularidades nas bombas de combustível que fazem o abastecimentos dos veículos. Os postos fiscalizados foram denunciados pelos consumidores.
Durante a fiscalização, os técnicos do Procon e do Inmetro verificaram que as bombas chegaram a registrar até dois litros de combustível a menos durante um abastecimento de 20 litros do produto.
"Percorremos vários postos denunciados pelos próprios consumidores. Encontramos vários postos com medidas abaixo do normal, ocasionando uma infração para esse posto e prejuízo para o consumidor. Também achamos indício de fraude eletrônica, que pode gerar uma multa de R$ 1,5 milhão. O consumidor pagava por 20 litros de combustível, mas só era colocado 18 litros no tanque isso prejudica o consumidor, sobretudo aqueles que utilizam o veículo para trabalhar, como os motoristas de aplicativo", explicou Júnior Macedo, diretor do Instituto de Metrologia do Estado do Piauí (Imepi).
Segundo o delegado Matheus Zanatta, da Superintendente de Operações Integradas (SOI), os donos de postos de combustível onde foram encontradas irregularidades podem ser processados por fraude eletrônica, que prevê pena de até cinco anos de prisão.
"Nós vamos aguardar que os órgãos competentes finalizem a perícia e o relatório de fiscalização para determinar quais postos infringiram a lei e cometeram o crimes de fraude eletrônica", explicou.
Para realizar a fraude eletrônica, a fraude acontece quando um dispositivo é instalado dentro da bomba, geralmente um chip, que interfere no funcionamento da bomba. Todo o processo é feito à distância com uso de controle remoto ou de aplicativos de celular para que o consumidor perceba.
O Inmetro criou o Programa Nacional de Combate à Fraude Eletrônica (Profae) para combater fraudes eletrônicas em postos de combustível. O Piauí é um dos 17 estados da federação que já realizaram treinamento para combater esse tipo de fraude.
"Com essa evolução do uso de fraude eletrônica no Piauí, o presidente do Inmetro, Márcio André criou o programa Profae, para combater toda e qualquer fraude eletrônica em bombas medidoras. O Piauí está fazendo essa operação, mandamos para o estado equipes do Inmetro, com especialistas no assunto, para dar suporte às equipes locais para coibir ações que lesem o consumidor no Piauí", Maycon Danilo, diretor de Inovação e Planejamento do Inmetro Nacional.